Um milhão de mentiras

O Facebook e o Instagram informaram nesta quinta-feira (11) que removeram mais de 1 milhão de posts, comentários e stories de suas plataformas no Brasil devido a desinformação sobre a Covid-19 desde o início da pandemia.

A informação foi publicada pelo g1.

Os conteúdos removidos foram classificados pela plataforma como potencialmente causadores de danos ou perigo de violência física “no mundo real”. Algo como que se as redes sociais, na opinião de seus próprios dirigentes, fizessem parte de um universo paralelo, nos quais as informações falsas não removidas causam dano e perigo de violência apenas no metauniverso do qual participam.

22% vai-com-as-outras. 78% robôs.

Se há um efeito importante ocasionado pela CPI da Covid é a conscientização do parlamento de que a suposta “pressão das redes” nada mais é do que um exército de perfis falsos manipulados por criminosos digitais nas redes sociais.

Um exercito e tanto. Uma maioria esmagadora. Mas completamente virtual.

Nada menos do que 4 em cada 5 perfis envolvidos em ataques de ódio contra deputados e senadores são, na verdade, contas falsas operadas por quadrilhas virtual.

O outro que sobra, faz parte do exercito de desavisados, desvairados, lunáticos, tarraplanistas e antivacinas que encontra um meio em que se sente encorajado a expressar sua ignorância no qual conta supostamente com o apoio alheio, sem saber que esse apoio é na verdade uma complexa rede de incitação de ódio, desinformação e fake-news.

Também chamado comportamento inautêntico coordenado, a extensa redes de robôs de ódio manipulada nas redes sociais consiste no uso de contas falsas e duplicadas para aumentar a audiência e enganar o público. Divulgar ideias falsas e fraudar a opinião pública. Consistindo no maior desafio à democracia já imposto pelas mídias sociais.