O “plano de morte” a favor da Covid

Revelações trazidas pela CPI da Covid sobre um certo plano de saúde, acusado de matar seus segurados com tratamentos ineficazes contra a Covid, revela uma suspeita aterradora sobre a saúde complementar no Brasil.

A suspeita é a de que o plano encerrava o tratamento quando constatava que o custo do tratamento seria maior do que o que poderia ser recuperado financeiramente do paciente, caso sobrevivesse à Covid.

Em vez de tratamento intensivo nas caras UTI, esses pacientes eram deslocados para os chamados tratamentos paliativos, que incluíam suprimento contínuo de morfina para que não reclamassem nem pedissem tratamentos mais caros até morrer.

Pacientes cujas famílias rejeitavam o chamado tratamento paliativo, no entanto, eram retornados ao tratamento curativo e se recuperavam da Covid.

Era uma espécie de “plano da morte” assistida. Uma eutanásia disfarçada de tratamento paliativo, dispensada a pacientes economicamente inviáveis devido ao alto custo das UTI.

Uma suspeita que precisa ser investigada a fundo pela CPI da Covid.

Impostos Federais são maiores do que suposta “ajuda” do Governo Federal

58% dos recursos que o Presidente Jair Bolsonaro afirmou ter repassado aos estados incluem repasses obrigatórios e os que não tem relação com o combate à pandemia.

Apenas em Agosto de 2020, a população paranaense enviou para os cofres do Governo Federal R$ 3.9 bilhões. Valor que, ao longo de 2020, supera em muito todos os recursos destinados ao Estado pelo Governo Federal.

Esses recursos, arrecadados no Paraná e que não retornaram ao Estado, também podem ser contabilizados como ajuda do Estado para o Governo Federal?